E eles estão ficando velhos, morrendo ou ficando doentes…..
mas nada vai apagar nunca a época incrível em que viveram e a história maravilhosa que compuseram para o cinema brasileiro.
Semana passada morreu Anselmo Duarte , que foi o maior galã do cinema brasileiro nos anos 1940 e 50 e estrelalou obras na Cinédia, na Atlântida e na Vera Cruz, foi tb o único brasileiro premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, um dos mais importantes eventos cinematográficos do mundo.
Ele fez, dentre outros filmes, Aviso aos navegantes na Atlântida, o que aliás abre uma brecha para eu contar a história do meu avô (ainda vivo) Chucho Narvaez, diretor de fotografia, repórter cinematográfico e documentarista. Nascido na Cidade do México, México em 1922, onde começou sua longa carreira nos estúdios Churubusco e Azteca.
Na verdade ele chama Jesus Narvaez Y Suarez, mas Jesus no México é Chucho…
Chucho tb morou nos EUA e trabalhou em grandes estúdios em Hollywood. Ele vive no Brasil desde 1948, qdo veio para rodar uma produção americana, foi quando conheceu minha avó Myriam, que é mineira mas morava no Rio, e dois anos depois teve meu pai, Paulo Emilio Narvaez Barcellos.
Ele trabalhou na Atlântida Cinematográfica, na era de ouro das chanchadas, com Oscarito, Grande Otelo e Anselmo Duarte, aliás, vovô Chucho tá arrasado com a perda do amigo…
Em 1965 foi um dos fundadores da Rede Globo, onde realizou grandes reportagens como A guerrilha boliviana de Che Guevara, ele conseguiu entrar na guerrilha e filmar tudo— para transitar e filmar na selva levaram uma carta de recomendação do então ministro da Guerra , Costa e Silva, ao governo boliviano.
Na festa de 40 anos do Jornal Nacional ele foi um dos homenageados e dizem as más linguas que saiu de lá cambaleando de tanto Whisky (meu avô toma tequilite todos os dias junto com seu remédio para labirintite), ele tb foi o primeiro ganhador do prêmio Gato de Ouro (que aliás eu vou tatuar),
Em 1969 passa a trabalhar, na Rede Globo, com o polêmico jornalista e político Amaral Neto e cria um novo estilo de documentários na TV o programa “Amaral Neto, o Repórter”. Anos mais tarde. nas décadas de 1980 e 1990 passa a dirigir o Centro de TV e Cinema da Petrobras, a INTERBRÁS, aí ferrou-se tudo, pq vovô Chucho está na justiça até hoje para receber a grana da Petrobrás, então calculo que os filhos de Maria Luiza minha filha devam ver a cor desse dinheiro….
Enfim, meu avô é meu ídolo, é a pessoa mais cool que já conheci, vc entra na casa dele tem desenho de sua caricatura feito pelo Ziraldo, tem fotos com Carmem Miranda, Grande Otelo, tem super 8 empoeira, enfim, é tipo um museu da TV e eu não deixo de me emocionar toda vez que vou visitá-los, então fica minha homenagem para meu grande ídolo Vovô Chucho e meus votos para Anselmo Duarto, que foi um gênio do cinema tb!!

http://arfoc.org.br/paparazzi/default3.asp?idperfil=26&idedicao=20&v=s
http://www.americanas.com.br/cgi-bin/WebObjects/Catalogo.woa/wa/materia?mat=4187



” Falando fluentemente além do português e do espanhol, francês e inglês percorreu filmando o trajeto de Kennedy até seu assassinato em Dallas. Depois, foram para o velório, em Nova Iorque, e numa corrida contra o tempo para o enterro, em Washington. No cemitério de Arlington, no meio da multidão, ele tentava o melhor ângulo de filmagem, perto de uma plataforma onde estava a imprensa local. Do alto, um agente do FBI o reconhece de outras matérias, bate no seu ombro e o indaga sobre sua incumbência no local. Quando Chucho lhe explica, é “subido” e passa a filmar e a contar para Hilton Gomes, embaixo, o que se passava. Foi assim que o repórter gravou a narração para o Brasil da cerimônia fúnebre de Kennedy. Rápido, voaram de novo para NI para entregar as fitas na Varig, incumbida de trazê-las ao Brasil para as mãos da então editora Alice Maria — este era o método usado antigamente. Mas essas e outras reportagens históricas foram destruídas no primeiro incêndio ocorrido na TV Globo”

Nem Sansão, nem Dalila.

Anselmo Duarte.









