Quem é vivo….

Posted in 1 on janeiro 11, 2011 by Paula Narvaez

nem sempre aparece.

Me desculpem pela tamanha ausência, nos últimos três meses foi tanta informação que não consegui mais escrever.

Conheci um monte gente legal, trabalhei bastante, fizemos capas lindas, assumi algumas escolhas, voltei atrás em outras, senti saudades, chorei, chorei de alegria, abri o coração…e corri….corri muito, corri na estrada, na praia, na areia, no mato, na rua, na esteira…corri mais do que deveria (força do hábito).

A vida me pregou umas peças e eu consegui rir de todas.

Mas o que mais me deixu feliz nos últimos tempos foi saber que um monte de gente que eu gosto, amigas, amigos etc começaram a correr com meu incentivo. Falei tanto sobre como é bom correr, um monte de gente resolveu experimentar ( oi Karina!) e eu fiquei bastante feliz! Me faz muito bem saber que estou contribuindo para que as pessoas que eu gosto ( e até as que eu não gosto) tenham uma vida melhor.

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Parte II

Posted in 1 on dezembro 17, 2010 by Paula Narvaez

E a segunda parte da Nike 600k foi tensa.

No segundo dia eu era a segunda a correr (5:30am) e acordei tensa com a dor na canela, mal conseguia trotar para aquecer, mal conseguia sequer andar!

Mas fui, só me lembro que larguei de uma praia e cheguei chorando de dor no posto de troca, foi aí que procurei a ambulância e pedi uma droga qualquer que fosse.

Maldita hora….

Me aplicaram uma injeção de corticóide.

Fiquei algumas horas sem dor nenhuma, fiz meu ultimo trecho do dia super ok e mais um dia se encerrava.

A maioria das pessoas a essa altura do campeonato já nã se aguentava mais em pé, chegamos no Hotel do Frade em Angra, incrível…sensacional, lindo….e entregue, não aproveitamos nada, sei que eu e a Penélope às 22horas estávamos dormindo acabadas.

O terceiro dia era o grande problema.

Eu já sabia que viria um trecho que não era brincadeira, pensei em desistir e entregar mas não consegui fazer isso. Fiquei realmente com muito medo dos quase 4km de subida. Não por ter medo de subida mas sim por já estar esgotada de tanta dor, o corticóide já não fazia mais efeito (menos de 24 horas depois) e eu sabia que seria um sofrimento grande.

Esse é o gráfico de altimetria.

Eu realmente sentia MUITA dor, mal conseguia andar….mas fui.

Fiz os quase 7km em 00:42 mais ou menos e foi péssimo, me senti uma farsa, chorei, e realmente acreditava que naquela altura minha canelite já havia virado uma fratura por estresse.

Enfim, minha equipe e todas as outras continuaram a jornada e finalmente no final da tarde de Sábado chegamos ao Rio!

Foi uma grande surpresa pois eu já havia me preparado para encarar uma depressão sem fim depois que tudo acabasse…só que aconteceu o contrário. Senti um grande alívio!

Sério, eu imaginava outra coisa dos 600k. Realmente é MUITO DIFÍCIL!

Não sei como é fazer a prova sem dor – espero descobrir ano que vem – mas pra mim foi incrivelmente difícil e completamente diferente do que eu esperava.

Claro que foi tudo maravilhoso, especialmente os laços que fiz, mas meu corpo já não aguentava mais.

Fiz amigos incríveis, conheci pessoas maravilhosas e ganhei um milhão de coisas de corrida!

Jurei que ficaria um mês parada…na Quarta-Feira já estava na praia correndo.

Amar é isso. Esquecer a dor e abraçar tudo de novo!

 

Como se….

Posted in 1 on dezembro 17, 2010 by Paula Narvaez

eu não tivesse abandonado o blog por uns meses…volto como se nada.

E queria dizer que estou começando a duvidar dessa história de PISADA.

A MKT MIX (aka Asics) me mandou um kit incrível com Mala, shorts, camiseta, bone e um Kayano 17 edição especial da Maratona de NYC. Acontece que ele é para pisadas pronadas e a minha teoricamente é supinada…corri umas vezes com o tênis e me apaixonei…como que faz?

Diz que não pode correr com tenis que não é pra sua pisada….

Muahhhh….2

Posted in 1 on novembro 12, 2010 by Paula Narvaez

E do pessoal da Cristina Dellamore recebi um kit das Havaianas com chinelinho da Pucca pra Malu, pra mamãe e bolsinha!

Quase chorey!

Muahhh…

Posted in 1 on novembro 12, 2010 by Paula Narvaez

Recebi em casa do pessoal da MKT Mix, Assessoria de Imprensa da Asics um Nimbus 12 lindo lindo lindo!!

Nunca havia corrido de Asics e olha…testado e aprovado!!!

Meias de compressão Nike e Nimbus 12 me levaram longe hoje.

Ele é para pisadas neutras/supinadas, tem um ótimo amortecimento sem ser molenga e instável, muito bom pra tiro (mesmo com a canelite me assombrando arrisquei uns tirinhos hoje). O preço não é dos mais amigos (R$549,00) mas acho que vale o investimento.

Fazia tempo que não corria sem dor.

Observações…

Posted in 1 on novembro 12, 2010 by Paula Narvaez

E foi demais encontrar muitos dos corredores que já foram fotografados para a revista.

Era muito carinho, muita gente me abraçou nos momentos de dor, muita gente me disse que ia ficar tudo bem, realmente senti que tudo ali era uma coisa só.

Todo mundo junto num único propósito, equipes trocando comida e remédio, técnicos de uma equipe fazendo massagem em integrantes de outras…

Uma equipe médica impecável, profissionais realmente ali pra ajudar no que fosse preciso, isso sem contar o Motor Home da Athletics West….

Era um trailler que ficava em determinadas paradas onde podíamos fazer tranças e cortes no cabelo, tatuagens com spray, massagem e ouvir um som. Eles pensaram em tudo, a decoração  era incrível tipo da Barbie, dava vontade de ficar ali pra sempre!!!!

 

E assim foi…

Posted in 1 on novembro 12, 2010 by Paula Narvaez

Pois é amigues, sobrevivi aos 600km que separam o Rio de SP.

Quem me lê acompanhou a jornada Nike 600k, desde quando me chamaram para entrar, passando pelos treinos em que me machuquei….e finalizando na tão esperada entrada na equipe Athletics West.

Quarta-Feira, 20, foi o congresso técnico da prova, esclarecemos dúvidas, conhecemos os companheiros de equipe (de outros estados) e recebemos a mochila, camisetas e óculos.

A Nike foi incrível nos kits e em tudo mais que foi entregue para cada integrante de cada equipe, em poucas palavras posso dizer que foi sem miséria. E aí conheci minha equipe, o técnico, discutimos os trechos, horários e tudo mais…

Saí de lá umas 9pm, cheguei em casa e fui fazer a mala de comidas e a mala de férias, pois meu chefe querido (que tb correu) me deu uma semaninha pra ficar no Rio depois da prova.

E aí quando eu vi tinha uma mala de rodinha, a mala da Nike, uma mochila de comida e uma mochila pra levar na van, tipo uma cafona com excesso de bagagem….

Não consegui dormir, era pra chegar no Ibirapuera as 4 da manhã logo teria que acordar umas 2:30. Muita ansiedade como há tempos não sentia, um frio na barriga delicioso que eu queria que durasse pra sempre!!

O taxi veio me pegar, peguei a Camila, o Ricardo da O2 e o Zé meu chefe.

Piriri pororó….foi dada a largada às 5am, eu seria a quinta a correr, a primeira mulher.

Depois do segundo ou terceiro trecho foi que entendi como funcionava. Tínhamos uma van, um carro e uma moto. Na van ia toda a equipe, no carro iam os dois próximos a correr e na moto ia o anjo que acompanhava cada corredor em seus trechos dando água e apoio moral.

E aí que a logística era meio complicada, tinha que pegar que correu, quem ia correr tinha que estar a postos no posto de troca seguinte e por aí vai. Foi isso durante os 3 dias, dava uma paradinha, andava, parava, andava……

Essas fotos eu tirei ainda em Sp, no comecinho…ainda entendendo o que estava acontecendo.

Eu, Cris Carvalho e Penélope.

Nosso Carro (Novo Uno, fooooofo)

Na Anchieta, eu e o Fabiano Proti da Nike, que fez o primeiro contato comigo para comecar a treinar, sem o qual nada disso teria sido possível.

Anchieta, vans, carros, corredores, adrena…..

Os caras.

Meu primeiro trecho foi no Riacho Grande, um lugar lindo onde fui outro dia com a Ana Paula (minha editora da VO2)  me aventurar na vida de Biker, só me liguei disso 5 minutos antes de largar….

O trecho era o seguinte:

Fiz em 00:33 e alguma coisa. Saí rasgando, indo contra tudo que havia planejado que era me preservar no começo e apavorar no final…

É muito difícil resistir à pilha do povo da van.

Essa foto é no Riacho….

Meu Segundo trecho foi o mais lindo!

Comecei na praia, depois mato e depois asfalto. As dores já estavam fortes….mas o Advil segurava a onda.

Eu e meu anjo atrás de moto.

Corremos dois trechos por dia, era pra ser 3 mas ficou decidido que um de cada seria para a corredora coringa.

Passamos em lugares lindos, rimos muito, fizemos massagem uns nos outros, abraçamos companheiros suados e fedidos, trocamos comidas e segredos, aliviamos dores alheias….

Por fim, chegamos em Maresias…não me lembro o horário, só lembro que eu e a Penélope fomos dormir por volta de 11pm….

Nesse último mento do dia eu já sentia muita, mas muita dor nas canelas, a canelite dava sinais que de não daria trégua, coloquei a meia de compressão (num puta calor) e boa noite.

Essa é minha equipe. Falta a Penélope, o Aspira, o Victor Jahara e o Mateus Verdelho.

E esse é o João Montenegro da Runners do Rio. Meu técnico. Mal cria que só ele….