Flow.

Num post do começo do ano (que não achei, claro) escrevi sobre o barato que sentimos num determinado momento da corrida, algo que eu até relacionei com o que sentimos no sexo ou com picos de endorfinas…sei lá.
Estava pesquisando sobre isso e acabei lendo sobre o estado de Flow Feeling, termo esse que eu desconhecia.
É quando o atleta está totalmente envolvido com a atividade, não vê mais nada acontecer e nem o tempo passar. É o momento em que atleta e a corrida são uma coisa só, estão totalmente envolvidos, a corrida não é mais uma coisa acontecendo do “lado de fora”.
Esse nome foi dado, nos anos 70,  por um estudioso da Universidade de Chicago chamado Mihalyi Csikszentmihaly, dentre outros termos que surgiram ( sentimento de fluidez / percepção de fluidez / fluir fluxo / experiência ótima / experiência máxima) o Flow Feeling foi o que ficou.
No momento do FF não existe dor, pensamentos ou emoções, o atleta perde a percepção da consciência de si mesmo, dor, fome ou qualquer outra coisa não existem nesse momento.
Todavia, não é muito fácil alcançá-lo. Além de muito treino, consciência corporal (conhecer limites etc) é preciso muita concentração, realmente estar naturalmente OFF de tudo.
“O atleta que flui interpreta o processo de treinamento (treinar e competir) e suas consequências, vencer e perder como eventos naturais do próprio esporte. O atleta não se preocupa prioritariamente com recompensas externas (ex. elogios e prêmios). Na verdade, tudo aquilo que é externo, é tratado como uma consequência natural de seu envolvimento com o esporte.”
Agora vamos combinar que quem pode falar melhor sobre isso são os atletas de alta performance, mas acho que nós podemos sim experimentar algo do tipo só que em outras proporções, afinal se não sentíssemos isso faria sentid continuar (afinal correr não é das atividades mais fofinhas para o corpo)?


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Uma resposta to “Flow.”

  1. Certa vez comecei a ler sobre essa sensação num livro chamado “O Jogo Interior de Tênis”. O autor, um professor de tênis falava dessa sensação como quando o jogador, em vez de jogar, passava a SER o jogo. Nesse momento, tudo o que o jogador faz é perfeito e ele vive de tal forma integrado que parece estar em transe. O autor dá até um exemplo de como quebrar o estado. No intervalo entre os games, deve-se aproximar do jogador possuído e cumprimentá-lo: “Puxa! Seu saque hoje está infernal!”. O jogador passará a raciocinar sobre o saque no momento em que o estiver executando em vez de fazê-lo intuitivamente como vinha fazendo até então e passará a errar, perdendo totalmente a concentração. Aliás, “possuído” é como comumente costuma-se referir a esse tipo de estado.

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